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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Jornalistas cidadãos usam celulares e mídias sociais para cobrir o movimento de protesto 'Occupy Wall Street'




Queixando-se de que a grande mídia não tem dado destaque em sua cobertura noticiosa aos protestos da organização "Occupy Wall Street" (Ocupem Wall Street), manifestantes se voltaram para o jornalismo cidadão e as mídias sociais para garantir a divulgação dos acontecimentos.

"Como a notícia se espalhou? Graças a manifestantes que tuitaram e blogaram sobre os fatos por celulares, foi assim", escreveu Harmon Leon para Know Your Cell.

O site de jornalismo cidadão Citizenside, que se baseia na ideia de que "ninguém é mais especialista do que as pessoas que realmente estão lá, no local, vivendo e respirando o fato todos os dias", está publicando vídeos, fotos e outros relatos testemunhais de pessoas próximas ao protesto para "informar e fazer algum tipo de diferença significativa", disse Philip Trippenbach, editor-chefe do Citizenside, ao Editorsweblog.

No sábado, 1º de outubro, quando os manifestantes tomaram a Ponte Brooklyn e a Union Square e a polícia respondeu com armas de eletrochoque, spray de pimenta e prisões, o jornalismo cidadão foi um "fator chave ao mostrar exatamente o que aconteceu. Participantes e observadores, armados com câmeras de celulares, capturaram cenas das prisões e rapidamente as enviaram ao YouTube," informou The Huffington Post.

Para se beneficiar com os testemunhos dos cidadãos presentes nos protestos, o Huffington Post, ao final de cada matéria sua sobre as manifestações, estimula os participantes do "Occupy Wall Street" em todo o país a enviar suas "fotos, links para vídeos ou relatos inéditos do que viram para uma possível inclusão na cobertura do The Huffington Posts".

O San Francisco Chronicle publicou uma lista de dicas para jornalistas cidadãos cobrindo os protestos, como manter os vídeos curtos, lembrar da duração da bateria, acompanhar o Twitter, não usar equipamentos caros e colocar a cobertura antes de qualquer agenda política.

Com dinheiro arrecadado por meio da plataforma online de financiamento coletivo Kickstarter, dois jornalistas independentes de Nova York estrearam no sábado, 1º de outubro, a primeira tiragem de 50 mil cópias do "The Wall Street Journal Ocupado", um jornal alternativo distribuído como parte do protesto chamado "Occupy Wall Street", informou o New York Times.

Entretanto, no final de setembro, um jornalista que reportava a cobertura cidadã dos protestos do "Occupy Wall Street" foi preso bem "ao lado de jornalistas cidadãos", dando-lhe um "gosto dos riscos que estes não-profissionais sofrem", de acordo com Salon. O repórter do MetroFocus John Farley passou oito horas preso, apesar de ter dito à polícia que era da imprensa, contou em um relato pessoal sobre a prisão.

"À medida que mais pessoas fazem o trabalho de jornalistas por causa das novas tecnologias, fica mais difícil dizer quem é um repórter e o que isso significa para o futuro da comunicação", disse Farley.

Como Empowered News destacou, conseguir com o Departamento de Polícia de Nova Iorque autorização de imprensa para cobrir os protestos é problemático, já que não está claro quem é obrigado a obtê-la.

Um "movimento popular em prol da democracia" inspirado pelos protestos no Egito, o "Ocupar Wall Street", originalmente proposto pela revista anti-consumista Adbusters, tem por objetivo protestar contra as desigualdades econômicas e sociais, a ganância corporativa e a incapacidade do governo para enfrentar adequadamente a crise financeira global.



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