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Norte do México é a área mais perigosa para jornalistas; acusações são lentas e ineficientes




O maior número de assassinatos de jornalistas ocorreu no norte do México, revelou promotor especial da Procuradoria Geral da República (PGR), Gustavo Salas Chávez, segundo o jornal Vanguardia. Chávez informou que, do ano 2000 até hoje, 76 jornalistas foram assassinados e 13 estão desaparecidos, segundo a EFE. De acordo com as estatísticas, 50% dos homicídios foram registrados no norte do país (Chihuahua, Guerrero e Tamaulipas), com 38 casos; o centro apresenta registro de 11 assassinatos (14% do total); e, no sul, 27 jornalistas foram assassinados (36% do total).

Salas afirmou que o tráfico de drogas e o crime organizado mantêm, por meio de ameaças e prisões, o controle de alguns jornalistas e meios de comunicação. Acrescentou também que já foram apresentadas ações penais contra 40 supostos responsáveis por crimes como abuso de autoridade, ameaças, lesões qualificadas, roubo qualificado, dano agravado à propriedade e tentativa de homicídio, sendo que até agora os autores desses crimes, em sua maioria, são servidores públicos dos três níveis do governo, reportou o Vanguardia.

O promotor disse que esforços estão sendo feitos para garantir as liberdades públicas, mas sem a rapidez, a agilidade e a eficácia desejáveis, aponta o jornal La Crónica de Hoy.

O ano de 2011 foi o mais trágico para a imprensa latino-americana, com 19 assassinatos. O México ocupa o primeiro lugar na lista de países com mais homicídios de jornalistas.




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