Knight Center
Knight Center

Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

RSF critica fabricante do Blackberry por se dispor a ajudar nas investigações dos protestos em Londres




A organização Repórteres Sem Fronteiras criticou a fabricante canadense de smartphones BlackBerry por cooperar com as autoridades britânicas na investigação de rebeliões recentes e os funcionários britânicos por considerar restringir redes de mídia social como o Facebook e o Twitter.

Research in Motion (RIM), empresa Canadense de produtos wireless conhecida pela produção do Blackberry, passou a Scotland Yard informações "sobre um número de usuários do BlackBerry, colocando em risco os seus dados pessoais", declarou Repórteres Sem Fronteiras. Os manifestantes teriam usado o serviço de mensagens da BlackBerry (BBM) e outras redes sociais para se comunicar uns com os outros durante quatro noites de destruição, entre 7 e 10 de agosto, que terminaram com a prisão de 1.600 pessoas. The Globe and Mail (Toronto) fornece um infográfico que explica que os manifestantes usaram o serviço de mensagens da BlackBerry porque ele era rápido, seguro e barato.

Repórteres Sem Fronteiras disse que "acredita que o fornecimento de dados pessoais à polícia estabelece um precedente preocupante em um país ocidental e pode ter consequências significativas enquanto exemplo para outros tipos de governo".

Enquanto isso, o primeiro-ministro britânico David Cameron foi satirizado por sua sugestão, na semana passada, de que talvez no futuro as conspirações de violência nas ruas devam ser proibidas nas mídias sociais. "O livre fluxo de informação pode ser usado para o bem, mas também pode ser usado para o mal ", disse na Câmara dos Comuns. "E quando as pessoas estão usando a mídia social para a violência é preciso detê-las."

"Cameron está soando mais como um ditador do Oriente Médio tentando acabar com a primavera árabe, do que como um líder de um modelo de democracia no mundo ocidental", disse um editorial do Calgary Herald, um jornal canadense.

O correspondente da BBC em tecnologia Rory Cellan-Jones observou que uma repressão do governo sobre a mídia social é impraticável e desaconselhável, uma vez que o Facebook, o Twitter e o serviço de mensagens da BlackBerry foram essenciais para alertar as pessoas para que ficassem longe de certas áreas, ao mesmo tempo em que desempenharam um papel na organização dos cidadãos para limpar destroços após a diminuição dos tumultos.

Mathew Ingram, escrevendo para GigOm.com, afirmou que as ferramentas de mídia social foram utilizadas durante a revolta britânica assim como foram na Tunísia e na Praça Tahrir, no Cairo, durante a Primavera árabe, por jornalistas e não jornalistas: para divulgar informações de forma rápida e facilmente. "Por que não acabar com telefones também?", questionou Ingram.



1 comentar

 
Gustavo @ Brasiltvdigital wrote 2 anos 36 semanas ago

esrá que estamos mesmo

esrá que estamos mesmo seguros ? minhas tudo que eu tenho de informação tá na minha caixa de e-mail na connta Google, imagine ele fazer isso com seus usuários do mundo todo

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
By submitting this form, you accept the Mollom privacy policy.


Assine o boletim semanal

Receba nosso boletim semanal sobre jornalismo nas Américas.

Escolha seu idioma:

English
Español
Português

Por favor, digite seu e-mail:

Facebook

Comentários recentes