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Washington Post proíbe repórteres de responder críticas pelo Twitter do jornal




Os repórteres do Washington Post foram repreendidos na semana passada por usar o perfil oficial do jornal no Twitter para responder críticas dos leitores, relata o TBD.

No dia 15 de outubro, o editor-chefe do jornal, Raju Narisetti, enviou um memorando à redação reclamando da forma em que os jornalistas tinham usado a conta do Twitter:

    Mesmo que nós encorajemos todos na redação a usarem as mídias sociais e outras ferramentas relevantes, é absolutamente vital lembrar que o propósito das contas em nome do Post é de serem plataformas para publicar notícias, agregar conteúdo gerado pelos usuários e aumentar o engajamento do público com o conteúdo do Post. Nenhuma conta com a marca do Post deve ser usada para responder críticas e falar em nome do jornal e, da mesma forma, vocês devem seguir nossas regras jornalísticas normais e não usar suas contas pessoais para falar em nome do jornal.

Depois que o Post publicou um polêmico artigo em seu site, escrito pelo ativista anti-gays Tony Perkins para a seção "On Faith", representantes do grupo GLAAD, que defende os direitos dos homossexuais, criticaram a postura do jornal. Repórteres então responderam as críticas pelo Twitter, dizendo que a publicação do artigo de Perkins era uma forma de cobrir os dois lados da questão. O memorando enviado à redação diz que os jornalistas violaram as regras do Post e os tweets "não deveriam ter sido postados".

Segue a conversa entre o Washington Post e o GLAAD:

Tweet inicial do GLAAD:
O @WashingtonPost dá espaça a um ativista anti-gay http://bit.ly/crX6q5 #LGBT #gay

Washington Post responde:
Olá @glaad, nós estamos trabalhando para cobrir os dois lados. Antes nós recebemos Dan Savage na seção “It Gets Better” em um chat online. http://wapo.st/aA8SXX

GLAAD responde:
@WashingtonPost, não existem "dois lados" nessa questão. Suicídio de adolescentes não é um debate – é uma tragédia. http://bit.ly/crX6q5 #LGBT

A publicação The Columbia Journalism Review defende que a questão não está no fato de que o Twitter não deveria ter sido usado para dialogar com leitores - afinal, esse é um dos benefícios das redes sociais. “O problema foi a resposta em si”, não o fato de uma mensagem ter sido postada. Para a revista, teria sido melhor ter dito algo como:

    @GLAAD, boa observação. Nós buscamos o equilíbrio, mas refletindo melhor percebemos o erro no julgamento. Obrigado pela observação acurada e pelo debate."

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