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Wikileaks publica 400 mil documentos secretos detalhando tortura na guerra do Iraque




Depois da controvérsia pela publicação de documentos classificados sobre a guerra no Afeganistão, o site de denúncias na internet sem fins lucrativos Wikileaks voltou a entrar em ação. Na sexta-feira, 22 de outubro, publicou 400 mil documentos secretos sobre a guerra no Iraque, detalhando casos de abuso de detentos e a morte de algumas pessoas, informam La Jornada, a NPR e a CNN.

Antes da publicação, os documentos foram colocados à disposição de alguns meios de comunicação, inclusive do jornal The New York Times.

Um vídeo do inglês The Guardian sobre os documentos classificados liberados (The War Logs) diz que eles revelam que os militares americanos ignoraram os abusos cometidos por funcionários iraquianos.

Ao contrário do que aconteceu após a divulgação dos documentos sobre o Afganistão, desta vez a publicação dos dados demorou a gerar polêmica, em parte porque "o número de documentos liberados é grande demais para que os jornalistas possam fazer uma análise exaustiva em um período curto de tempo, e também porque parte do que foi analisado até o momento já era de conhecimento público, segundo a France 24.

Esta vez, no entanto, o site tomou o cuidado de "depurar" os documentos antes de sua publicação, para não colocar vidas em risco, informaram a Al Jazeera e a CNN.

Essas publicações massivas de dados vêm gerando questionamentos entre os profissionais da imprensa sobre os limites do jornalismo online, e sobre o próprio conceito de jornalismo.

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, e Daniel Ellsberg, que em 1971 vazou para a imprensa americana os chamados Documentos do Pentágono (Pentagon Papers), sobre a guerra do Vietnã, criticaram o presidente Barack Obama por "perseguir" os responsáveis pelo vazamento de documentos que resultam em denúncias públicas, informou o New York Times. O ex-analista de inteligência militar Bradley Manning é suspeito de entregar ao Wikileaks os documentos sobre o Iraque e o Afeganistão; Thomas Drake, da Agência de Segurança Nacional foi processado este ano; e Shamai Kedem Leibowitz, do FBI, declarou-se culpado de vazar documentos secretos no final de 2009.

Simpatizantes do Wikileaks estão preocupados com a possibilidade de que o foco excessivo em conteúdo sobre os militares americanos signifiquem que o site, criado para tornar acessível ao público todo tipo de informação secreta obtida por meio de vazamentos, esteja ignorando "o aumento dramático do envio de documentos vazados sobre países mais fechados, ditaduras e corporações," de acordo com The Independent.


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