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Jornalistas que denunciaram crimes durante a guerra civil na Guatemala são acusados de sequestro e assassinato




Três jornalistas e uma fotógrafa da Guatemala figuram em uma lista de 52 pessoas denunciadas pelo suposto envolvimento no sequestro, tortura e assassinato de diplomatas durante a guerra civil no país, entre os anos de 1960 e 1996, informou o Cerigua.

Os três jornalistas denunciados são Marielos Monzón, colunista do diário Prensa Libre; Miguel Ángel Albizures, colunista do elPeriódico e presidente da Associação de Jornalistas da Guatemala (APG); e Iduvina Hernández, colunista do jornal digital Plaza Pública. Além deles, a fotógrafa americana Jean Marie-Simon, que acaba de lançar um livro com imagens da guerrilha guatemalteca, também foi denunciada.

Segundo a denúncia apresentada pelo empresário Theodore Plocharski, os acusados teriam envolvimento no sequestro e assassinato do embaixador americano John Gordon Mein; dos adidos militares dos Estados Unidos Harold Houser e Ernest Munro e do embaixador alemão Karl Von Spreti, acrescentou o elPeriódico.

Organizações como a Associação de Jornalistas da Guatemala (APG) e os próprios acusados consideraram a denúncia uma forma de intimidação aos jornalistas, além de uma calúnia, pois Monzón e Hernández eram menores de idade na época dos crimes dos quais são acusadas, de acordo com o Siglo 21.

As duas jornalistas já escreveram sobre abusos durante o conflito armado e processos contra supostos ex-integrantes da guerrilha e pessoas ligadas à Associação de Veteranos Militares (Avemilgua). Albizures também afirma ter recebido ameaças pela publicação de textos relacionados à memória histórica e à Justiça, segundo o Cerigua.



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