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Agências federais americanas criam obstáculos para o livre fluxo de informação, diz pesquisa




Segundo uma nova pesquisa da Sociedade dos Jornalistas Profissionais (SPJ, na sigla em inglês), divulgada no dia 12 março, os repórteres que cobrem as agências federais dos Estados Unidos enfrentam tantos obstáculos para conseguir informação e entrevistar representantes que muitos deles "consideram o controle uma forma de censura e um impedimento para a divulgação das informações para o público".

Foram consultados 146 repórteres que trabalham em Washington. Ainda de acordo com a pesquisa, as assessorias de imprensa das agências federais forçam os repórteres a tolerar tais obstáculos por meio de regras "alarmantes", como a aprovação prévia para entrevistas ou o acompanhamento de entrevistas, acrescentou o site Government Executive.

Para 70% dos jornalistas consultados, o controle das agências em relação às entrevistas com representantes é uma forma de censura. Além disso, apenas 37% dos repórteres disseram que as agências respondem suas solicitações rapidamente na maioria das vezes. Ainda assim, como ressaltou o Poynter, 70% dos profissionais consideram boa a relação com seus contatos nas agências.

Em comunicado, o presidente da SPJ, John Ensslin, chamou de "desanimadoras" as conclusões da pesquisa. "O governo trabalha melhor quando há um livre fluxo de informação em todos os níveis. A estratégia de usar porta-vozes como canais dessa informações inevitavelmente produz efeitos negativos, promovendo vazamentos e intrigas, em vez da clareza do acesso livre à informação", disse ele.



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