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Blogueira cubana Yoani Sánchez abrirá novo jornal digital em Cuba



Yoani Sánchez. Foto: Casa de América via Flickr.

A reconhecida blogueira cubana Yoani Sánchez anunciou na última sexta-feir, 31 de janeiro, que pensa em lançar um jornal digital em seu país durante o primeiro semestre de 2014. O anúncio foi feito durante o Hay Festival, na cidade colombiana de Cartagena.

Sánchez é uma blogueira dissidente que ganhou notoriedade em 2008 por seu blog Generación Y, onde critica fortemente a situação da sociedade cubana.

“Quero passar de um projeto pessoal como meu blog (…) a um projeto coletivo, responsável e com um enfoque de acompanhar a sociedade cubana em sua transição, uma transição sem violência, sem vingança, onde as pessoas estejam informadas para decidir”, disse Sánchez durante um debate no festival, segundo El Nuevo Herald.

Sánchez também acrescentou que não tem como meta criar um “veículo anticastrista”, mas um meio apegado à realidade que ajude a criar consciência com a informação, e mencionou que terá informação básica, mas também colunas de opinião.

Segundo a nota de El Nuevo Herald, a blogueira notou que “este é o pior momento e o melhor momento para criar um meio independente em Cuba”. O pior porque o meio será ilegal na ilha, e o melhor “porque crescer na ilegalidade sempre dá a uma publicação uma preparação especial”, disse Sánchez, atual delegada em Cuba da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

O anuncio foi bem recebido pela audiência presente no teatro onde se realizava o debate, em contraste com as ameaças que seus familiares receberam no final de janeiro, quando a Cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) ocorreu em Havana, e o governo cubano lançou uma onda repressiva contra dissidentes.

Sánchez tem quase meio milhão de seguidores no Twitter, e seu blog já foi traduzido para 15 idiomas. Em 2008 ganhou o prêmio de jornalismo Ortega y Gasset, embora não o tenha conseguido receber pessoalmente devido a restrições de saída impostas pelo governo cubano. No mesmo ano foi incluída na lista da Time das 100 mulheres mais influentes do mundo.

 “Eu não creio tanto já que a ilha continua tão isolada quanto antes”, disse Sánchez. “Algo muda, eu sento que algo está mudando em Cuba, as pessoas estão se atrevendo a dizer em voz alta o que antes apenas sussurravam”.




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