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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

13 lições do ISOJ para inovar hoje em jornalismo, segundo o blog #nohacefaltapapel




Reproduzimos abaixo a matéria “13 lições do ISOJ de Austin para inovar hoje em jornalismo”, publicado no blog #nohacefaltapapel em 21 de abril. Seus fundadores, María Ramírez e Eduardo Suárez, refletiram sobre os aprendizados obtidos no 16° Simpósio Internacional em Jornalismo Online (ISOJ), que aconteceu nos dias 17 e 18 de abril no Museu de Arte Blanton no campus da Universidade do Texas em Austin.

* * * * *

Por: Eduardo Suárez e María Ramírez

María Ramírez, una de las autoras de este blog, expuso durante ISOJ 2015 sobre su medio El Español. Foto: Mengwen Cao/Centro Knight.

“Todos os caminhos levam a Austin”, dizia Jorge Luis Borges, que deu aula nos anos 60 na Universidade do Texas desta cidade. Aqui ocorre o Simpósio de Jornalismo Digital (ISOJ), organizado há 16 anos pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, fundado e dirigido pelo professor Rosental Alves, que reúne a cada primavera a vanguarda do jornalismo mundial. Aqui nasceu em 2014 este blog. Estas são as lições que tiramos este ano do encontro. São especialmente úteis para a imprensa fora dos Estados Unidos. Susan Glasser, a diretora do site Politico, assegura que começou uma edição em Bruxelas para aproveitar que o jornalismo europeu está com “vários anos” de atraso. A correr.

1. Publique em todas as partes.

O mantra do simpósio de 2014 foi que a ‘homepage’ havia morrido: cada vez menos usuários chegavam aos conteúdos dos meios através de suas páginas iniciais e cada vez mais por redes sociais como Twitter, Facebook ou YouTube. Este ano, muitos palestrantes bateram nesta tecla, com uma mensagem inequívoca: a página web de um veículo é cada vez menos importante na hora de conectá-la com o seu leitor.

O ‘New York Times’ já publica conteúdos adaptados para Facebook e o ‘Buzzfeed’ lança tweets sem um só link para seu site. Mas nenhum caso é tão extremo quanto o do canal espanhol Fusion, que começou sendo pouco mais que uma conta de Twitter e hoje faz séries inteiras para Instagram ou SnapChat. “Cada plataforma é diferente e tem um usuário diferente. Por isso nossa estratégia deve ser diferente em cada uma delas”, explica seu conselheiro Isaac Lee, que está convencido de que essa é uma estratégia rentável e explica que não quer fazer um plano de negócio “com as receitas de ontem”.

Esse espírito resume muito bem esta declaração de Stacy Martinet, responsável de Marketing do Mashable: “Vivemos em uma corrente contínua de histórias que se sucedem em nosso celular. Nessa corrente você deve significar algo. Já não somos os proprietários das impressoras. Publicamos em plataformas que não são nossas. Por isso, nossa relação com nossos usuários é mais importante que nunca. Pensemos muito bem qual valor damos a nossa audiência e o que fazemos melhor”.

Consumo de redes sociais por jovens dos EUA.

Poucas empresas se adequaram a esse imperativo tão bem como Vox Media, a empresa proprietária de sites como ‘Vox’, ‘Eater’ e ‘The Verge’. Helen Havlak, responsável pela audiência deste último veículo, disse que a audiência do Facebook está começando a envelhecer. Uma observação que corrobora os números do gráfico que reproduzimos acima.

“Nossos seguidores mais jovens não vêm nos buscar. Esperam que cheguemos a eles em redes como Periscope ou SnapChat”, disse Havlak, que explica que são muito agressivos em redes menos populares como Pinterest ou Tumblr porque não querem depender em excesso de uma só plataforma de distribuição.

2. Publique notificações

Outra via extraordinária para conectar são as notificações dos celulares. Nenhum meio as aperfeiçoou como Buzzfeed, que inclui resumos com imagens e detalhes que atraem o usuário ao seu conteúdo. Neste artigo que publicaram no final de março, eles oferecem algumas chaves sobre sua estratégia digital.

Agora testam um aplicativo de notícias onde selecionarão conteúdos próprios e de outros meios e incluirão ferramentas para que qualquer de seus repórteres possa publicar desde um ‘smartphone’.

“As pessoas mantêm com seus celulares uma relação muito mais pessoal do que a que já mantivemos com jornais ou com a televisão”, explica Stacy-Marie Ishmael, responsável pelos aplicativos de notícias do ‘Buzzfeed’. “Devemos ter muito cuidado com nossas notificações se não quisermos que nossos usuários apaguem nosso aplicativo de seus celulares”.

3. Volte à ‘newsletter’.

“O e-mail é a nova ‘home’”, proclama Rosental C. Alves, organizador do simpósio e professor da Universidade do Texas. “Enviar uma ‘newsletter’ é uma forma magnífica de capturar o lector e dar a ele um serviço pelas manhãs com conteúdo de outros meios”.

O grande referente é a ‘newsletter’ de Quartz, que chega a 100 mil leitores por dia e tem uma taxa de abertura de 50%. O boletim tem três edições: uma para Europa, outra para Ásia e outra para os Estados Unidos. Uma pessoa o escreve e outra o edita antes de enviá-lo.

“A ‘newsletter’ é quase como a carta de uma pessoa bem informada”, dizia em Huesca o jornalista Gideon Lichfield no início de março. “A elaboramos sempre com humor e explicando o que é importante hoje. Tem quatro seções: o que vai acontecer, o que aconteceu enquanto dormia, as polêmicas do dia e alguns artigos surpreendentes. Não incluímos apenas coisas do ‘Quartz’. A ideia é dar a nossos leitores coisas sobre as quais falar com seus colegas”.

Por que ‘Quartz’ decidiu fazer uma ‘newsletter’? Porque assim apontou os números deste questionário, explica Joy Robins, vice-presidente de estratégia e receitas globais. Robins conta que mil executivos responderam 60 perguntas sobre a forma que consomem informação. Estas foram suas conclusões:

  • 44% consomem notícias pela manhã.
  • 30% as consomem durante o dia.
  • 61% as consultam em um dispositivo móvel.
  • 60% leem informação em seu e-mail.

‘Quartz’ não é a única prova do renascimento do e-mail como plataforma informativa. Rosental menciona o exemplo de ‘The Skimm’: uma ‘newsletter’ iniciada pelos jornalistas Carly Zakin e Danielle Weisberg e que reuniu 6,25 milhões de dólares de financiamento.

4. Escolha bem o que cobrir

Atrair a atenção de nossas audiências é cada vez mais difícil em um entorno cheio de distrações. Por isso é mais importante que nunca escolher bem os assuntos sobre os quais informar e eleger enfoques que atraiam a atenção do leitor. Susan Glasser resume com estas palavras: “Nossa concorrência somos nós mesmos. Sobretudo em um mundo onde há tantas coisas em que fixar nossa atenção. O mais importante é escolher muito bem o que cobrir e o que não cobrir”.

Susan Glasser junto a Evan Smith. Foto: Gabriel C. Pérez/Centro Knight.

Glasser disse que é cada vez mais difícil “criar um produto indispensável” e que já “nem sequer basta ser o primeiro em contar uma história” para ter mais êxito que os demais. Uma ideia que se relaciona com a apresentação de seu colega Emilio García-Ruiz, diretor adjunto do ‘Washington Post’, que explica a obsessão de seus jornalistas por elaborar histórias que incluam jogos, gráficos, animações e elementos visuais que atraiam a atenção dos leitores no Facebook, Twitter ou Instagram. Estes são seus melhores exemplos:

  • Um texto em primeira pessoa de uma mulher que explica o que acontece quando chega em sua Mercedes para buscar cupons de comida. Seis milhões de usuários únicos e 30 milhões de páginas vistas.
  • Um especial interativo sobre a palavra ‘nigger’ e como ela é percebida pelos afroamericanos.
  • Uma maravilhosa animação sobre como desafiar a morte.

São reflexões compartilhadas por Robert Picard, diretor do Reuters Institute e autor de um influente blog. “A informação é incrivelmente abundante. O que estamos produzindo e reproduzindo tem cada vez menos valor. Os meios dizem que não têm dinheiro mas o gastam enviando um monte de jornalistas a competições esportivas onde podem aportar muito pouco”. Seu conselho a qualquer diretor? “Gaste seus recursos naquilo pelo qual as pessoas podem pagar: conteúdo único, local e especializado”.

5. Outra publicidade é possível.

A publicidade nativa foi um dos assuntos-chave do simpósio. Leonardo Cruz da ‘Folha de São Paulo’ apresentou este formidável especial sobre o contrabando financiado por três instituições. Mas a principal apresentação foi feita por Joy Robins de ‘Quartz’, que detalhou sua relação com os anunciantes e explicou os critérios com os quais elaboram a publicidade. Seu objetivo é produzir conteúdos de qualidade que sejam relevantes para seus leitores, otimizá-los para os celulares e as redes sociais e ser transparentes com seu caráter promocional. 87% das empresas voltam a anunciar.

Seus anúncios são ‘banners’ especiais que aparecem entre os artigos: grandes e bem feitos, em muitos casos interativos. Também tem artigos escritos pelos anunciantes e identificados como tais. “São conteúdos interessantes para os leitores embora não os tenhamos escrito”, diz Robins. “Nosso departamento de publicidade ajuda os anunciantes a melhorar esses conteúdos”.

Os anúncios tradicionais são cada vez menos rentáveis e menos aceitáveis para os jovens, que têm um conceito distinto da publicidade. “Odeiam ‘banners’ e não ligam para os anúncios misturados entre as histórias”, explica Bonita Stewart (Google). “Valorizam anúncios relevantes que os ajudem em sua vida diária e estão dispostos a financiar as páginas que gostam por meio de modelos inovadores de publicidade”.

6. A velocidade de descarga das páginas.

É uma das principais preocupações dos meios. Entre outras coisas porque competem pela atenção de um público muito distraído, especialmente no celular. Vox Media tem uma equipe de três engenheiros dedicados exclusivamente a melhorar o comportamento de seus conteúdos. Ou seja, controlar a velocidade de descarga de suas páginas e sua adaptação ao celular.

“A velocidad de descarga importa muito”, repetiu várias vezes Trei Brundett, chefe de produto de Vox Media. Os números do Google indicam que a velocidade de descarga de uma página é ainda mais importante nos dispositivos móveis. “Se sua página não aparece em um segundo, perde a atenção de seu usuário”, afirmou Brundett. “Se desconta a busca e o domínio, apenas restam quatro décimos de segundo. E apesar disso, a maioria das páginas ainda demoram sete segundos para carregar”.

Vox Media está obcecado em aumentar a velocidade de descarga da página sobretudo nas coberturas mais atrativas. “Nosso objetivo ao informar sobre o lançamento do Apple Watch foi que este ‘live blog’ carregasse mais rápido que qualquer outro”, recordou Brundett.

A lentidão na descarga de algumas páginas dos meios é que torna tentadora a proposta do Facebook, que se resume mais ou menos assim: já que seu veículo de mídia demora vários segundos para carregar um artigo, publique diretamente em nossa plataforma. Por isso, conseguir velocidade de descarga é uma garantia de independência, além de uma receita para conseguir mais leitores.

7. Edite do celular.

Para adaptar bem os conteúdos ao celular, os repórteres têm que se acostumar a trabalhar neste dispositivo. “Nosso foco deveria ser desenhar experiências para celulares”, disse Stacy-Marie Ishmael, chefe de aplicativos de notícias do ‘Buzzfeed’, que lembra que os editores de notícias ainda passam muito tempo atados ao computador de mesa e ao laptop. “O sistema editorial deve permitir ao jornalista publicar do celular uma história, um vídeo ou uma imagem sem passar pelo e-mail”, explica Ishmael. Também insiste que se deve provar o conteúdo em todos os tipos de celulares, incluídos os mais básicos e com pior conexão à Internet.

ISOJ 2015. Foto Gabriel C. Pérez/Centro Knight.

Trabalhar no celular ajuda a pensar de outra maneira. Robert Picard, do Instituto Reuters da Universidade de Oxford, adiantando seu relatório sobre meios, disse que “é preciso mudar a maneira de fazer as notícias”. Algo que os jornalistas mais jovens já entenderam. “Há tensão nas redações porque os mais novos questionam as velhas formas”, disse Picard. “Em muitos periódicos a definição e os formatos das notícias são do século XIX e do século XX. Um veículo não pode se preparar para o futuro contratando jornalistas com mais de 30 anos de experiência, por mais que tenham vários Pulitzer, para que digam aos jovens o que devem fazer”.

8. Matérias longas no celular.

Os meios estão apostando em textos mais longos e não têm medo de fazê-lo para o celular. De fato, assim se incrementa o tempo de permanência e aumenta a fidelidade à marca e a possibilidade de incluir anúncios que não incomodem. “Nossas histórias longas do ‘Politico Magazine’ atraem muitos leitores no celular. Não é certo que nossa audiência só consome histórias curtas em seus ‘smartphones’”, explica Susan Glasser, diretora de ‘Politico’.

Concordam com essa ideia jornalistas de outros veículos. “Nossos vídeos de 15 minutos têm grandes audiências em pequenas telas”, disse Drake Martinet, de Vice News. O Washington Post aumentou o tráfico com textos mais longos. Univisión também aposta no formato longo em televisão: “As pessoas se informam no Twitter. A televisão tem que fazer algo que valha a pena”, afirmou Isaac Lee. “Celular não significa mais curto”, insistiu Stacey-Marie Ishmael, de ‘Buzzfeed’. “Mas meu conselho é esse: se vai fazer uma história longa, que seja incrivelmente boa”.

Glasser conta sua boa experiência com ‘Politico Magazine’ , que se adiantou à tendência atual. “Os meios digitais levavam muito tempo buscando histórias minúsculas e isso criou uma oportunidade editorial. De cara havia um espaço para tomar um ar e contar histórias mais ambiciosas que normalmente não são contadas e valem a pena”.

9. Nem sinal do tablet.

Em três dias de palestras e debates, ninguém mencionou o tablet, o maior sumiço como tecnologia e como produto neste simpósio. Inclusive entre o público custa encontrar tablets, sustituídas pelos celulares maiores e pelos laptops menores.

A obsessão dos editores de todos os meios -grandes e pequenos, digitais puros ou não, dos Estados Unidos, da América Latina e da Europa- é tirar todas as possibilidades do celular e se preparar para o que vem com formatos como os relógios com conexão à Internet.

Não se fala de nenhum produto editorial pensado para o tablet, cada vez mais escasso. 91% das pessoas têm celular ao alcance da mão durante as 24 horas do dia e essa é a única preocupação dos jornalistas e editores, que adaptam sua publicidade e seu designer ao lugar onde estão os leitores.

10. Personalize sua oferta.

Isaac Lee (Univisión), Joy Robins (Quartz) ou Bonita Stewart (Google) se repetiram sobre a importância de personalizar a oferta informativa e publicitária e de se adaptar às rotinas dos consumidores, sobretudo nos celulares.

“Identifique os momentos que importam”, aconselha Stewart. “Os meios devem se conectar com seus usuários onde quer que estejam, especialmente em seus celulares. Vivemos na era da gratificação imediata. Os jornalistas devemos identificar momentos importantes e oferecer experiências memoráveis a nossas audiências nesses momentos”.

“O usuário deve estar no centro de qualquer equação”, disse também Adam Symson, vice-presidente digital de E.W. Scripps Co, proprietária de dezenas de jornais e emissoras de rádio e de televisão. “Antes tudo começava com uma reunião em que os editores aspiravam marcar a agenda do dia. Hoje muitos editores continuam tomando decisões dessa maneira, mas o mundo já não é assim. O mundo gira em torno dos dispositivos móveis. Quem não o compreender desaparecerá”.

11. Invista em realidade virtual.

As técnicas de realidade virtual existem desde os anos 80. Mas agora os dispositivos para a “imersão total” estão melhorando muito e há experimentos com informação eficazes e não tão caros de fazer.

Seus defensores asseguram que não se deve ignorar uma tecnologia que já está sendo explorada pelo setor cinematográfico e de videogames e que os meios devem correr se não quiserem ficar para trás como aconteceu com o celular. Google oferece óculos e aplicações para iOS e Android para mergulhar o usuário em vídeos gravados em 360 graus ou animações em três dimensões. Seus detratores insistem em possíveis problemas éticos se a reconstrução das notícias não for muito exata.

Demostrações de realidade virtual durante ISOJ 2015. Foto: Gabriel C. Pérez/Centro Knight.

Nonny de la Peña tem uma empresa de jornalismo imersivo e mostra os projetos mais ambiciosos neste site, como a recriação de um caso de violência policiala fila da fome em Los Ángeles ou o assassinato de Trayvon Martin. Taylor Owen, que dirigiu um projeto entre a televisão pública e o Tow Center da Universidade de Columbia, aconselha gravar especificamente para a reportagem, utilizar o potencial interativo e eleger bem os dispositivos. “O jornalismo pode aproveitar a nova maneira de contar histórias. Mas tem que se adaptar às novas formas de representação da realidade e aos novos requisitos tecnológicos”, disse.

Ray Soto dirige o projeto de realidade virtual de Gannett, que lançou um aplicativo para isso e há meses faz experimentos menores, por exemplo em Iowa. Soto disse que é uma oportunidade com “infinitas” possibilidades de levar “o mundo” ao leitor.

12. O tráfego é outra coisa.

A receita repetida por vários potentes é que o essencial é perseguir a audiência mais valiosa. “Conhecer sua audiência é o mais importante neste novo cenário. O volume pelo volume não tem sentido. Os meios devem identificar seus usuários mais valiosos”, afirmou Bonita Stewart do Google.

“A transformação que está sacudindo o jornalismo não fez mais que começar. A página de início do New York Times ainda se parece demais com a primeira página de um jornal. Gastamos ainda muito tempo buscando cliques sem uma estratégia clara”, disse Susan Glasser, do Politico.

O tráfego para um modelo de negócio sustentável e um jornalismo de qualidade se consegue de novas formas, especialmente com temas muito específicos. No colóquio de jornalismo iberoamericano depois do ISOJ, Patricia F. de Lis, de Materia, conta como esta seção de ciência do El País tem até três milhões de usuários e como consegue liderar o tráfego às vezes só com duas histórias ao dia. Esta do homem de Altamura foi a mais lida do El País em espanhol e em português.

13. Desenvolvedores na redação.

O Washington Post tem os melhores resultados de tráfego de sua história e foi eleito o meio mais inovador do ano. Seu diretor adjunto, Emilio García-Ruiz, atribui parte do êxito online do diário nos últimos meses à multiplicação de desenvolvedores e à integração real na redação. Em 2011, eram três ou quatro. Agora são 47.

“Temos mais desenvolvedores pensando como jornalistas e mais jornalistas pensando como desenvolvedores”, disse. Na hora de buscar estes técnicos, vários meios concordam que é importante que interajam com os repórteres. “Buscamos pessoas que sintam uma missão. Nunca contrataríamos um engenheiro que não se importasse em trabalhar para qualquer outra empresa", contou Adam Symson, de Scripps.

“A quem chega buscando trabalho eu coloco uma prova. Peço que me digam quais são as três notícias mais importantes do momento. Também que me digam quais são seus aplicativos favoritos e os problemas que têm e o que faria para torná-los melhores. Assim vejo que aptidões têm os candidatos para o design de produto embora não tenham sido treinados nisso”, disse Stacy-Marie Ishmael, de Buzzfeed.



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